A TV brasileira de programação gratuita padece de distúrbio “bispolar”.
Trava-se uma briga de cachorro grande entre a Vênus Platinada e a Máfia Evangélica.
O clamoroso declínio do catolicismo em plagas tupiniquins enseja aberrações como a Record, uma rede de TV controlada por uma seita.
Instaura-se uma falsa polaridade, uma opção entre seis e meia dúzia.
Qual a receita da Record para auferir audiência, senão mimetizar “religiosamente” a Rede Globo?
É notório que não houve um só presidente da República eleito após a ditadura militar que não desfrutasse do beneplácito do todo poderoso cardeal das Organizações Globo.
Ta na cara que o “Bispo” sonha em ser o novo Dr. Roberto, no que concerne à política nacional.
Macedo ainda não “fez” um presidente da República, mas já conta com um vice de seu partido, além de um sobrinho em franca ascensão no Rio de Janeiro.
CACTOS INTACTOS repudia e denuncia esta antinomia artificial entre Globo e Record, catolicismo e protestantismo.
Será possível que a inventividade dos nossos profissionais de TV tenha se estagnado no tempo?
É o cúmulo que a grade de programação elaborada por Walter Clark e Boni nos primeiros albores dos anos 70 permaneça inalterada 40 anos depois, simplesmente porque ninguém se atreve a discrepar, sequer um mínimo, de parâmetros decrépitos e esgotados!
A Record, sobretudo, bate recordes consecutivos de mesmice, paralisia e falta de imaginação no afã esdrúxulo e despudorado de clonar a campeã de audiência.
Como se uma Globo só já não fosse perniciosa o bastante para o país, agora temos que aturar duas.
Não faltam cineastas inescrupulosos, desprovidos de pruridos ou acanhamentos para explorar o mundo cão e faturar com a desgraça alheia, como qualquer um pode constatar analisando com objetividade os filmes que têm feito sucesso de crítica e público no Brasil, ultimamente.
Impossível que, entrementes, já não estejam arquitetando um filme de terror bem apelativo, baseado na tragédia da pobre menina Isabella. A praça está cheia de candidatos de plantão a M. Night Shyamalan tupiniquim.
Correm rumores insistentes de que o roteiro já está sendo elaborado, a toque de caixa, por um dos maiores profissionais do ramo. Na história, ainda em gestação, a menina retornaria do além-túmulo para vingar-se exemplarmente de seus algozes, que não se resumiriam, todavia, ao pai e à madrasta, mas incluiriam ainda, entre outros, o avô paterno e a tia, que teriam ajudado os criminosos a escamotear o ato bárbaro que a vitimou e, por isso, também sofreriam macabras conseqüências.
São inegáveis as coincidências com o filme japonês, aqui mais conhecido como O Chamado. Mas Tropa de Elite também evoca S.W.A.T. e nem por isso deixou de agradar em cheio à plebe ignara.
O curta, de 19 minutos, intercala exímios registros da montagem (por Rômulo Fritscher) com uma insólita e imprevista entrevista exclusiva concedida por Zé Celso no Hotel Sol Ipanema, durante a curtíssima temporada da peça no Rio, ano passado.
O novo cacto Márcio Oliveira assina a montagem e a edição de som do filme. Rômulo Fritscher, a direção de fotografia e o som direto. Giovanna Gold encarna mais uma vez a excêntrica e performática Beldade Rebelde, que ataviou, com extremo atrevimento e insinuante sensualidade, a mini-série Assalto à TV do Cactos Intactos, exibida em 2007 no Canal Brasil.
Híbrido de curta-metragem e piloto de programa de TV, ALÉM DA LENDA poderá ser apreciado, em primeira mão, por toda a imensa legião de membros da S.A.C.I. (Sociedade de Amigos do Cactos Intactos) no dia 29/04, terça-feira, a partir das 21:00, durante a segunda edição da Festa da Araca no 00.
Graças às draconianas e obtusas leis de incentivo à cultura vigentes, o cinema brasileiro está se transformando mais e mais, a cada dia, em um lazer de luxo para banqueiros (que não querem parecer banqueiros), publicitários e “globais” entediados. Exercício de futilidade. Diletantismo missionário para sublimar culpas ancestrais. Playground VIP. Recreio da burguesia.
Da geração pós-Embrafilme, somente Claudio Assis, Karim Ainouz, Edgar Navarro e muito poucos outros estão conseguindo fazer Cinema com C maiúsculo no país atualmente.
A privatização do estado reflete-se na cultura de modo avassalador. O dinheiro pode ser público, mas quem faz a farra é, invariavelmente, a burguesia.
Senão, vejamos: o Brasil deve ser o único lugar do mundo em que a sociedade banca filmes de nítido caráter comercial e que, ainda por cima, dão lucro para os “produtores”.
As assim chamadas “Produtoras” não arriscam um só tostão do próprio capital para materializar seus “produtos”, como seria da lógica do sistema.
Por essas e outras, obras nada edificantes como Tropa de Elite, Meu Nome Não é Johnny ou Se Eu Fosse Você, viabilizadas exclusivamente através de mecanismos de fomento alicerçados em renúncia fiscal, no mínimo em nome da decência, deveriam ser exibidas gratuitamente.
É forçoso reconhecer: os ricos sofisticaram-se. Pertencer à elite e viver como nababos já não é o suficiente para satisfazê-los. Eles querem mais, sempre mais. Almejam ser reconhecidos como pessoas sensíveis e criativas, vítimas da própria fortuna e bem aventurança, poetas em potencial inconformados e profundamente chocados com as iniqüidades que acometem o mundo, iniqüidades provocadas e/ou coonestadas por eles próprios.
Jay Weissberg, um dos mais respeitados críticos de cinema dos EUA (logo de onde), conservador até a medula, endossou recentemente, em artigo publicado na prestigiosa revista Variety, tudo o que foi exaustivamente reiterado sobre Tropa de Elite nos panfletos eletrônicos do Cactos Intactos. E ainda acrescentou de quebra, tratar-se de um filme “de recrutamento para delinqüentes fascistas”.
E agora, José (Padilha)?
E agora, Bráulio Mantovani?
Vai rolar, no mínimo, uma auto-crítica ou vale tudo na briga por um Oscar, até ressuscitar a “mística” da SS nazista?
O mínimo que poderiam fazer, em compensação, seria reverter seus polpudos cachês para as vítimas fatais (ou não) de incursões arbitrárias e desastradas da polícia em comunidades pobres, prática exaltada por essa peça de propaganda fascista que vocês têm a cara de pau de chamar de filme.
O mais escandaloso e estarrecedor, entretanto, é constatar que esta abominação foi produzida com dinheiro público.
Eis uma genuína vergonha nacional!
Muito pior que a de qualquer mensalão ou cartão corporativo.
É inegável, todavia, que, por algum tempo, o porco enganou todo mundo direitinho, desempenhando com eficácia o papel de agente duplo infiltrado nas hostes do Cactos Intactos.
Agora, assumiu sua condição de arqui-rival número 1 da guerrilha cultural, superando desafetos históricos e notórios, como o “poeta” C.R., o roteirista B.M., a cantora M. de M. e o “proletário” do cinema, M.L..
Quem conseguir desvendar o enigma dos nomes por trás das siglas ganha um DVD duplo Kyne-Makyna.
Um exemplar do livro Yes, Nós Somos Bananas (Booklink Publicações) para quem acertar a identidade secreta do trânsfuga-mor, o clone do cabo Anselmo, a abominável reencarnação de Joaquim Silvério dos Reis.
Sem trocadilhos: Onde os Fracos Não Têm Vez é um filme fraquíssimo, pedante e pretensioso como, de resto, 99% do que é produzido em Hollywood. Parece mais uma dessas porcarias kitsch da lavra de Tarantino ou Rodríguez. Embora esses dois contem, ao menos, com um álibi inconteste: nunca passaram de picaretas pícaros e ninguém os leva a sério como cineastas.
Não é o caso de Joel e Ethan Coen, desde sempre aclamados como geninhos prototípicos da sétima arte. Malgrado seu melhor filme - Na Roda da Fortuna, com Tim Robbins e Paul Newman - tenha sido esnobado pela crítica, que só tem olhos para o medíocre Fargo.
Gosto de Sangue é o outro ponto alto na filmografia desses dois janotas afetados, que adorariam ser enfant terribles, mas não passam de nerds traumatizados pelo booling sofrido na adolescência, e que malogram em dissimular o profundo complexo de castração atávico que aflige a todo circunciso. Evoé, Freud, também mutilado genital, privado involuntariamente de prepúcio.
Nunca é demais lembrar que Arizona Nunca Mais não passa de outra baboseira, cuja maior serventia até hoje foi inspirar um curta burlesco do Cactos Intactos chamado Ari na zona nunca mais, sobre um libertino que se converte a uma seita protestante e faz voto de castidade.
Cactos Intactos recomenda qualquer filme brasileiro (mesmo que “dirigido” pelo Miguel Falabela, pelo Wolf Maia ou pelo Euclydes Marinho) no lugar deste ridículo e reacionário “Onde os Fracos Não Têm Vez”.
O título em português é oportuno porque explicita a perspectiva chauvinista e fascistóide adotada pelos autores; providencialmente camuflada por um ceticismo cínico e niilista, que se pretende, de algum modo, moderno, contemporâneo, up to date, em uma palavra: cult. Blergh!
Confiram o que ele escreveu há menos de 1 ano sobre o filme, por correio eletrônico:
From: Carlos Diegues < diegues@alternex.com.br>
Date: 31/01/2007 19:16
Subject: Re: obrigado
To: Cactos Intactos <aquelequenaoe@gmail.com>,
(...) “Bola da Vez" é excepcional. Um dos meus preferidos no DVD. Tem um jeito "cool" e perfunctório, uma coisa super-contemporânea numa encenação concentrada, sem dispersão, onde cada plano revela o que parece esconder (e que grandes atores, os dois rapazes na sinuca!). Um filme moderno em que o verdadeiro tema não está na ação em cena, nem nos diálogos ditos, mas numa terceira coisa que não aparece na tela e é tão impactante. (...) Não existe nada mais cinematográfico do que isso, essa capacidade de ser radical com um sorriso nos lábios, confiando na inteligência do espectador. Bacanérrimo mesmo. Em suma, acho que agora está mesmo na hora de vocês partirem logo para o longa-metragem de vocês, assumam logo isso pra valer. Dêem a cara a tapa, Cactos Intactos! (...)
Por essas e muitas outras é que vem aí Papai Doidão, o filme mais iconoclasta e audacioso de todos os tempos!
Está na hora de sacudir o panorama sonolento e engomadinho do cinema brasileiro atual, dominado por mauricinhos abastados e arrivistas em crise de má consciência.
O LSD foi sintetizado nos anos 60 pelo celebrado cientista suíço Albert Hoffman que, na ocasião, trabalhava para a Sandoz, empresa do ramo farmacêutico.
A CEDAE desaconselha a utilização da água encanada pelo período mínimo de uma semana, a contar de ontem. A menos que você tenha curiosidade de conhecer a força estranha que gerou o fenômeno Jimmy Hendrix por exemplo. Ou que inspirou os melhores discos de rock de todos os tempos como Sgt. Pepper´s dos Beatles, Houses of the Holy do Led Zeppelin ou A Pipe at the Gates of Dawn do Pink Floyd. Além do livro As Portas da Percepção de Aldous Huxley e praticamente toda a obra de William Burroughs.
É difícil entender porque Albert Hoffman foi eleito recentemente, aos 101 anos de idade, o maior gênio vivo da humanidade numa votação internacional altamente fidedigna e representativa, na qual Oscar Niemeyer figura na nona posição. Afinal de contas, sua maior invenção, o LSD, continua proibida em todo o mundo, fato que, todavia, não chega a constituir um empecilho intransponível para quem está realmente decidido a não passar em branco pela vida.
Não consta que os autores e produtores de Tropa de Elite tenham se defrontado com objeções de consciência quando aplicaram recursos públicos na confecção de uma ode ao fascismo.
Cactos Intactos, obsequiosamente, entrega de bandeja o mote perfeito para um próximo filme de Padilha et caterva: uma versão da guerra suja movida pelos aparelhos de repressão política contra a guerrilha urbana no Brasil dos anos 70, tomando abertamente o partido dos torturadores do Dops e do Doi-Codi, pobrezinhos, vítimas da sórdida propaganda comunista. Anotaram a sugestão?
No pólo oposto, em Papai Doidão, não haverá um tiro sequer. Ninguém mata ninguém, sequer no sentido figurado. De rir, por exemplo. Na verdade, espécie alguma de violência se observará no primeiro longa do Cactos Intactos. O que, para muitos, pode constituir um defeito. Há quem aprecie sangue, embora não seja vampiro. Desde um viés estético.
Antes de mais nada, Papai Doidão é uma comédia psicodélica, a primeira do gênero no Brasil, quiçá em todo o mundo. Papai Doidão faz apologia, sim, da alegria, do entusiasmo, do regozijo, da liberdade. Liberdade de fazer cinema sem nem ao menos tangenciar o binômio tráfico de drogas/periferia, explorado até a exaustão por uma escória de rufiões do drama social brasileiro, ávida para faturar à custa da desdita alheia. Abutres do Mundo Cão.
Cidade de Deus, o filme, foi, inequivocamente, cometido a partir do prisma dos traficantes; do mesmo modo que em Tropa de Elite prevalece, como é notório, a perspectiva dos policiais.
Faltava ser contemplado o último vértice do triângulo: um longa-metragem sob o peculiar enfoque dos usuários contumazes de substâncias psicoativas, estigmatizados como viciados em entorpecentes pela mídia conservadora.
Agora não falta mais.
Cactos Intactos exulta com a aprovação, pela Ancine, de Papai Doidão, o projeto, habilitado a captar recursos através das leis de incentivo à cultura do governo. A obtenção do certificado representa um aval do governo Lula, que, assim, se dispõe a financiar o filme mediante renúncia fiscal.
Mais uma prova concreta de que o Brasil está mudando para muito melhor. Talvez tenha ficado mais fácil acreditar no impossível, no utópico, no extraordinário depois que um torneiro mecânico concretizou o sonho de se tornar presidente da República duas vezes consecutivas, pelo voto popular.
A despeito de ser uma comédia alucinada (ou até por causa disso), Papai Doidão tem uma importante missão política a cumprir no insípido contexto do cinema brasileiro atual: trazer à baila e estimular o debate sobre a palpitante questão da proibição das drogas e suas conseqüências diretas, como o crescente e assustador poderio do tráfico de drogas nos grandes centros.
Parafraseando Lírio Ferreira, Papai Doidão é o Ácido Movie, um filme para ser realizado e apreciado em estado de consciência intensificada e sem veleidades de moderação.
A enorme legião de admiradores e entusiastas de Tropa de Elite deve estar em êxtase sádico diante da recente operação da polícia do Rio de Janeiro, que condenou ao inferno na terra um grupo de inofensivos universitários apreciadores de substâncias psicoativas, entre elas o LSD, uma criação do químico suíço Albert Hoffman, simplesmente o maior gênio vivo da humanidade, segundo uma seríssima votação internacional recentemente divulgada pela imprensa (pesquise no Google se não acredita).
Apesar disso, o invento mais célebre, relevante e sensacional deste notável cientista, o ácido lisérgico continua proibido em todo o mundo por leis estúpidas, retrógradas e absurdas, em decorrência das quais jovens que nunca cometeram nenhuma violência contra ninguém serão torturados, molestados, seviciados e vilipendiados no cárcere com o cínico beneplácito do poder público.
Quem escreveu, produziu, idealizou, aprovou e ovacionou Tropa de Elite deve estar neste momento regozijando-se só de imaginar a variedade de abjeções e ignomínias a que certamente serão submetidos, na cadeia, rapazes e moças mal saídos da adolescência.
Durmam bem, canalhas!
CACTOS INTACTOS
combatendo sem trégua a direita festiva.
O cinema novo canibalizava o neo-realismo italiano, segundo o viés antropofágico de nossa cultura, iluminação genial de Oswald de Andrade, da qual José Celso Martinez Correa é o mais lídimo guardião, sucessor e representante na atualidade.
À moda dos Caetés, que banquetearam-se com o Bispo Sardinha, Zé Celso devorou Bob Wilson, Tadeusz Kantor, Peter Brook, Pina Bausch, tornando-se o maior encenador do mundo em todos os tempos.
Glauber Rocha fez o mesmo com Rossellini e Eisenstein para ser o mais importante cineasta de sua época. Passados quase 30 anos de sua morte, o cinema brasileiro está brocha e não come mais ninguém. Limita-se a mimetizar pateticamente americanos do norte.
Não foi por outra razão que Hollywood, recentemente, pegou fogo. Cactos Intactos assume, com desassombro, a autoria criminosa do incêndio que devastou a região de Malibú e adjacências.
O imperialismo cultural tem que ser combatido de alguma forma para que o cinema brasileiro não se pareça tanto, cada vez mais, com uma roleta russa.
Nossos verdadeiros cineastas, em breve, por uma questão de honra, serão sérios candidatos à auto-imolação no altar do mercado de consumo. Novos faquires.
Quando obras que fazem a apologia do abuso dos direitos humanos pela polícia como Tropa de Elite, são capazes de empolgar o país com uma mensagem abertamente fascista, cabe ao governo repensar e reformular os mecanismos de fomento à cultura disponíveis.
Esperamos do MinC iniciativas e providências mais consistentes e engenhosas na área. Ninguém pode estar satisfeito com esta ditadura do patrocínio a que está submetido o audiovisual nacional. Os cineastas independentes carecem de subsídios diretos.
Bem mais e bem melhores filmes podem ser realizados com muito menos dinheiro, em comparação aos que têm sido perpetrados ultimamente. O povo brasileiro, também neste particular, vem sendo vítima de engodo e empulhação.
Produções bancadas com dinheiro público deveriam ser exibidas gratuitamente em todo o território nacional, nas praças, praias, parques, favelas, terrenos baldios.
Quem quiser faturar com a bilheteria, que banque seus projetos do próprio bolso. Os filhotes da burguesia, que infestam os dispendiosos cursos superiores de cinema espalhados pelo país, não costumam ter maiores dificuldades neste plano.
O caveirão, como se sabe, faz alusão ao veículo blindado de guerra covardemente empregado pela polícia para invadir comunidades pobres, matando moradores indiscriminadamente, sob o pretexto falacioso de reprimir o tráfico de entorpecentes.
A tese levantada por Tropa de Elite, esta obra repugnante, segundo a qual o usuário de drogas é o principal responsável pela violência urbana, está encorajando a direita a sair do armário.
Qualquer pessoa tem todo o direito de ser entusiasta dos métodos torpes do Capitão Nazi-mento, herói psicopata de um filme inacreditável, que tem revelado, excitado e galvanizado fascistas histéricos e incontroláveis por todo o país.
Difícil é acreditar que, milionário como é e com um nariz daquele tamanho, Huck nunca tenha dado sequer uma cafungada nas baladas descoladas da alta sociedade que costuma freqüentar.
Pois esta corja de neo-fascistas já elegeu um bode-expiatório sobre o qual jogar a culpa pelo descontrole da segurança pública: os usuários de substâncias psicoativas que, na verdade, contribuem, indiretamente, para mitigar os índices de assaltos, seqüestros e roubos comprando, por livre e espontânea vontade, no mercado clandestino, produtos que deveriam estar disponíveis em locais mais apropriados: as drogarias.
Sem o dinheiro proveniente do tráfico, os bandidos, para sobreviver, tornariam gradativamente intransitáveis e inabitáveis megalopolis como o Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo. Os endinheirados fugiriam do país e a classe média seria trucidada nas ruas pelo lumpesinato faminto e revoltado.
|
||
![]() | ||
|
|
||
![]() | ||
![]() | ||
|
||